quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Regiões e dados

Trabalho de Biologia:
Doenças de veiculação hídrica:

Transmitidas diretamente através da água, geralmente em regiões desprovidas de serviços de saneamento: cólera, febre tifóide, febre paratifóide, desinteria
bacilar, amebíase ou desinteria amebiana, hepatite infecciosa, poliomielite. Até o ano 2000, relatórios do Banco Mundial apontavam que seria necessário
investir US$ 800 bilhões em tratamento e abastecimento de água para minimizar as desigualdades sociais e enfrentar a situação de falta de saneamento básico,
como uma importante ferramenta de saúde pública. No Brasil dos contrastes, segunda maior potência em reserva de água doce do mundo, onde convivemos com
situações de seca semelhantes às dos países que praticamente não têm água, a questão dos recursos hídricos e do saneamento toca profundamente nas relações de
poder e de participação da sociedade nos processos de decisão.

A crise mundial da água e a desigualdade social:

A escassez de água no mundo é agravada em virtude da desigualdade social e da falta de manejo e usos sustentáveis dos recursos naturais. De acordo com os
números apresentados pela ONU - Organização das Nações Unidas - fica claro que controlar o uso da água significa deter poder. As diferenças registradas
entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento chocam e evidenciam que a crise mundial dos recursos hídricos está diretamente ligada às desigualdades
sociais.Segundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), menos da metade da população mundial tem acesso à água potável. A irrigação corresponde
a 73% do consumo de água, 21% vai para a indústria e apenas 6% destina-se ao consumo doméstico. Um bilhão e 200 milhões de pessoas (35% da população mundial)
não têm acesso a água tratada. Um bilhão e 800 milhões de pessoas (43% da população mundial) não contam com serviços adequados de saneamento básico.

Poluição:

Durante séculos o homem utilizou os rios como receptores dos esgotos das cidades e dos efluentes das industrias que reúnem grande volume de
produtos tóxicos e metais pesados. Essa prática resultou na morte de enormes e importantes rios - no estado de São Paulo o maior exemplo é rio Tietê que
corta o estado de leste a oeste, com 1.100 quilômetros de extensão, seguido dos rios Jundiaí, Piracicaba, Pinheiros e outros bastante degradados e castigados
pela poluição. Além da poluição direta, por lançamento de esgotos, falta de sistemas de tratamento de efluentes e saneamento, há a chamada poluição difusa,
que ocorre com o arrasto de lixo, resíduos e diversos tipos de materiais sólidos que são levados aos rios com a enxurrada. Ao "lavar a atmosfera", a chuva
também traz poeira e gases aos corpos d'água.

Desmatamento:

Em áreas de mata ciliar - que protege as margens dos rios, lagos e nascentes - provoca sérios problemas de assoreamento dos corpos d´água,
carregamento de materiais e resíduos que comprometem a qualidade das águas. Nas áreas de nascentes e cabeceiras, o desmatamento acarreta o progressivo
desaparecimento do manancial. Sem cobertura vegetal e proteção das raízes das árvores, as margens dos corpos d´água desbarrancam ocasionando o transbordamento,
enchentes e o desvio do curso natural das águas.

sábado, 13 de setembro de 2014

Ameaças á água


Escassez - O desenvolvimento desordenado das cidades, aliado à ocupação de áreas de mananciais e ao crescimento populacional, provoca o esgotamento das reservas naturais de água e obriga as populações a buscar fontes de captação cada vez mais distantes. A escassez é resultado do consumo cada vez maior, do mau uso dos recursos naturais, do desmatamento, da poluição, do desperdício, da falta de políticas públicas que estimulem o uso sustentável, a participação da sociedade e a educação ambiental. 


 Desperdício - Resultado da má utilização da água e da falta de educação sanitária. O desconhecimento, a falta de orientação e informação aos cidadãos são os principais fatores que levam ao desperdício, que ocorre, na maioria das vezes, nos usos domésticos, ou seja, na nossa própria casa. Existem também as perdas decorrentes da deficiência técnica e administrativa dos serviços de abastecimento de água, provocadas, por exemplo, por vazamentos e rompimentos de redes. Essas perdas também se devam à falta de investimentos em programas de reutilização da água para fins industriais e comerciais, pois a água tratada, depois de utilizada, é devolvida aos rios sem tratamento, em forma de efluentes, esgotos e, portanto, poluída.  
Estima-se que o desperdício de água no Brasil chegue a 70%.  
Onde gastamos nossa água?  
Em casa - em média, 78% do consumo de água é gasto no banheiro. 


 No banho: Um banho demorado chega a gastar de 95 a 180 litros de água limpa. Banhos de no máximo cinco a quinze minutos economizam água e energia elétrica. Abra o chuveiro, molhe-se, feche-o, ensaboe-se e depois abra para enxaguar, ao invés de passar o tempo todo com o chuveiro ligado. 


Na escovação dos dentes: Escovar os dentes com a torneira aberta gasta até 25 litros. Escove primeiro depois abra a torneira apenas o necessário para encher um copo com a quantidade adequada para o enxágue. 


Na descarga: Uma válvula de vaso sanitário no Brasil chega a consumir vinte litros de água tratada quando acionada uma única vez. Aperte apenas o tempo necessário e não jogue lixo no vaso. 


Na torneira: Uma torneira aberta gasta de doze a vinte litros/minuto. Pingando, 46 litros/dia. 


Na lavagem de louças: Lavar as louças, panelas e talheres com a torneira aberta o tempo todo acaba desperdiçando até 105 litros. O certo é primeiro escovar e ensaboar e depois enxaguar tudo de uma só vez. 


Na lavagem de carros: Com a mangueira aberta o tempo todo consome-se, em média, seiscentos litros; com balde, aproximadamente sessenta litros.  
A Sabesp calcula que o Estado perde diariamente 40% da água tratada, o que representa cerca de 1,3 bilhão de litros/dia: daria para abastecer duas cidades do porte de Curitiba.  
* Fontes - Manual do Rio Tietê - Fundação SOS Mata Atlântica, Núcleo-Pró-Tietê e 5 Elementos - Instituto de Educação e Pesquisa Ambiental. 

  
Má utilização - Uma das atividades que mais desperdiça água é a irrigação por canais ou por aspersão, em decorrência de métodos ultrapassados e ineficientes. O não reuso da água para atividades industriais também é outro exemplo que mais se relaciona ao desperdício e à falta de políticas públicas eficientes de controle e gestão. 





Solução para o desperdício de água


Brasil que concentra 12% das reservas superficiais de água doce do mundo, não tem uma distribuição geográfica uniforme, o que contribui para que algumas áreas sofram com a falta de água. Quando falamos de todo o planeta, a situação ainda é mais grave: segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), menos da metade da população mundial tem acesso à água potável. A irrigação é a atividade que consome mais esse recurso, com 73% do consumo de água, 21% é utilizado nas indústrias e apenas 6% destina-se ao consumo doméstico.
O mau uso da água também agrava a situação. O Banco Mundial estima que cerca de 14 bilhões de dólares são perdidos por causa de vazamentos nas redes de abastecimento de água, erros de medição nos hidrômetros e fraudes a cada ano. Os países em desenvolvimento são os mais atingidos. Somente em São Paulo, o índice de desperdício é de 25,7%.
Uma solução para diminuir o desperdício é adotar “medidores inteligentes” como fez Mumbai, na Índia, que eliminou pela metade a perda diária de 700 milhões de litros de água ao usar equipamentos que quantificam e reportam eventuais vazamentos.
Mesmo que o consumo doméstico de água seja o menor existente, nós podemos mudar alguns hábitos para diminuir o desperdício:


  • Teste seu hidrômetro: com as torneiras fechadas, verifique se o relógio continua rodando, se a resposta for positiva, há algum vazamento que precisa ser consertado; Uma torneira pingando durante todo um dia pode gastar em média 46 litros.
  • Não dê descarga desnecessariamente: também verifique a válvula, pois defeitos podem gerar até 30 litros de desperdício;
  • Lavagem de roupa: use a capacidade máxima da máquina e reutilize a água para lavar a calçada;
  • Não lave calçadas com mangueiras: varrer é bem melhor;
  • Use o balde para lavar o carro e economize até 600 litros;
  • Uso do chuveiro: quando for se ensaboar, mantenha o chuveiro desligado e evite banhos demorados. A cada 15 minutos aberto, o chuveiro gasta 60 litros de água;
  • Quando for escovar os dentes, deixe a torneira fechada. O mesmo vale na hora de fazer a barba. Nessa ação estima-se uma economia de até 25 litros;
  • Para lavar as louças: jogue fora os restos de comida, ensaboe e só abra a torneira na hora de enxaguar;
  • Para molhar as plantas, use regador em vez de mangueira. O melhor horário é ao amanhecer ou ao entardecer.


domingo, 7 de setembro de 2014

Fontes e Sistemas

Fontes

As obras de captação são aquelas realizadas para coletar de modo adequado as águas naturais de nascentes, represas ou depósitos subterrâneos (mananciais), elas variam conforme as condições locais, hidrológicas, topográficas e, para as águas subterrâneas, também segundo condições hidrogeológicas.
A captação é a primeira unidade do sistema de abastecimento de água e do seu constante e bom funcionamento depende o desempenho de todas as unidades subsequentes. A concepção de uma unidade de captação deve considerar que não são admissíveis interrupções em seu funcionamento. A concepção e a escolha do local de captação da água devem:
1.    assegurar condições de fácil entrada da água em qualquer época do ano;
2.    assegurar, tanto quanto possível, a melhor qualidade da água do manancial;
3.    garantir o funcionamento e a proteção contra danos e obstruções;
4.    favorecer a economia das instalações;
5.    facilitar a operação e manutenção ao longo do tempo;
6.    planejar com cuidado a execução de estruturas junto ou dentro da água, já que sua ampliação é geralmente muito trabalhosa;
7.    prever proteção contra inundação. 




Sistemas

  Sistema Cantareira é o maior dos sistema administrado pela Sabesp, destinado a captação e tratamento de água para a Grande São Paulo e um dos maiores do mundo, sendo utilizado para abastecer 8,8 milhões de clientes da Sabesp. O sistema é composto por seis barragens interligadas por um complexo sistema de túneis, canais, além de uma estação de bombeamento de alta tecnologia para ultrapassar a barreira física da Serra da Cantareira. O sistema chama atenção ainda pela distância de sua estrutura em relação ao núcleo urbano ao qual ela serve e também pela extensão da sua área de drenagem, que se estende até o sul do estado de Minas Gerais. Por conta da falta de chuva, o nível de água do sistema cantareira está muito baixo, e hoje em dia usamos pouco menos de 16% do nível morto, porém mesmo havendo o racionamento, falta a conscientização de algumas pessoas sobre o assunto, que mesmo sabendo que há falta de água, continuam utilizando para coisas desnecessárias.